Arqueiro Verde

horacio fiebelkorn

Sobre o tempo que se perde em buscar o tempo perdido

Horácio Fiebelkorn por Virna Teixeira.

Horacio Fiebelkorn nasceu em La Plata em 1958. Vive em Buenos Aires. Publicou os livros Caballo en la catedral (El Broche, La Plata, 1999), Zona muerta (La Bohemia, 2004), Elegías (2008), e Pájaro en el palo (Uruguay, 2012). Foi co-editor do tablóide de poesia La novia de Tyson nos anos 90.

entulho

Entulho, de João Miguel Henriques (Cascais, Portugal, 1978)

“Entulho colige catorze poemas breves que impressionam pelo seu elevado grau de depuração. Logo no poema inicial, intitulado Voz, percebemos uma cadência informal que oferece ao texto uma atraente sobriedade. O poema funciona como uma espécie de arte poética onde se sublinha a autonomia da voz relativamente ao pensamento, como que renegando aos versos o predomínio da razão. Trata-se, pois, de afirmar a ambiguidade dessa relação estabelecida entre o pensamento e o poema enquanto resultado de algo mais que não se escuda somente no pensamento. A voz escutada nos versos vem «do fundo do peito», é «livre / como todas as coisas boas da terra», não está cativa de derivações herméticas nem automatismos vazios de conteúdo, mas afirma-se mormente pela sua dimensão afectuosa. É uma voz que, transcendendo as cisões entre o corpo e o pensamento, entoa um canto partilhável. Neste sentido, a musicalidade é um elemento essencial nos poemas de João Miguel Henriques, a musicalidade que as palavras geram na sua conexão e o ritmo que advém desse mesmo relacionamento.”

(Henrique Manuel Bento Fialho)

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Mediterrâneo, de Ruy Vasconcelos

“Ruy Vasconcelos optou por não reunir seus poemas em um livro. Mesmo assim, seus textos espalham-se por aí, em diversas revistas literárias e antologias – para não citar suas inúmeras traduções. Nesta plaquete artesanal temos, assim, uma rara oportunidade de mergulhar por um pouco mais de tempo numa poética exigente, rigorosa. E trata-se mesmo de um mergulho por cenários e atmosferas pouco familiares para nós, em poemas nascidos de uma viagem à cidade de Ceuta, norte da África. A rememoração de um amor fugaz, perdido no tempo e no espaço, é o material que dá “certo tom elegíaco” a esta poesia, como define o autor, para quem a poesia medieval é uma das referências”.

Lançamentos de poesia, por Annita Costa Malufe, Revista Cult, número 144 (2010).

 

Títulos fora de catálogo (indisponíveis):

– Quando o meu generoso coração falhar (2009), de Horácio Costa.

– Letra Negra (2010), Claudio Daniel.

– Amor cego e outros poemas de amor (2010), de Casimiro de Brito.

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